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Minha viagem para Nova Zelândia

Galera, sempre tive muita curiosidade em conhecer a Nova Zelândia, lá tem tudo o que eu mais curto: as paisagens mais doidas, alto padrão de qualidade e segurança no turismo de aventura e, ainda, é um dos países polos de ecoturismo no mundo. Bom demais, né? Bora lá então! Comecei a planejar essa viagem casando certinho com parte do meu trabalho como agente de viagens, conhecer as estruturas de hóteis, serviços, estradas, e intercâmbios, conhecendo as escolas que a gente manda os estudantes, acomodações, programas, etc…

Saca só… Chegar lá é muito demorado, por isso prepare-se para um tempão dentro do avião. Então, parceiro, quando for passar uma temporada lá, planeje um tempo maior, para aproveitar tudo que há de irado nesse paraíso… depois que cheguei ainda fiquei zoado uns dois dias por causa do jet lag.

Assim que pisei no aeroporto de Auckland, avistei um portal de uma peça de madeira de Maori – um artesanato indígena local. Lá eles fazem muita referência a essa população. Achei muito legal! Peguei um busão e fui direto para a acomodação da escola que me ofereceu 1 semana, com mochilão e zumbi, ainda fiquei perdido até encontrar a acomodação, precisava tirar um cochilo porque eu estava quebrado da viagem.

No dia seguinte fui dar uma corrida na cidade para conhecer e relaxar. Quando cheguei no centro estava rolando simplesmente a Auckland Half Marathon: sai da acomodação para correr 10 km e acabei correndo a meia maratona, velho, ganhei até medalha… :)  As coincidências do dia não param por aí… depois da maratona, estava acontecendo a final do mundial de rugby. Acredite ou não a Nova Zelândia é um dos países com maior tradição no esporte, estava jogando e ganhou! Sentei em um bar para tomar uma cerva com um povo louco comemorando… loucamente mesmo… igual o Brasil com futebol… fiquei até de noite curtindo com o pessoal. Foi show!

Na segunda-feira foi dia de ralação! Fiz visitas técnicas em várias escolas para conhecer estrutura, acomodação e vi muita coisa boa! Tudo muito legal. Mas não podia ficar muito tempo ali.  Meu plano era tentar conhecer alguém que animasse alugar um carro para fazer o país todo. Eu sei que na Nova Zelândia existe o costume de fazer viagens em motor home ou em ônibus de turismo. O país tem uma estrutura top nas estradas: camping, paradas de estacionamento, banheiros, tudo muito bem feito e seguro. Mas o tempo ideal para esse tipo de viagem é de um mês, pelo menos… quem animar conhecer, eu tenho a manha de montar um roteiro top de acordo com o perfil de cada um. Como eu só tinha quinze dias, encarei alugar um carro mesmo sem ninguém e desci a Nova Zelândia toda, norte a sul, loucura né, gastei um pouco mais que o planejado, mas valeu demais e deu tudo certo!

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Rotorua

Parti de Auckland com destino a Rotorua, situada na ilha norte, a cidade que tem a maior concentração da cultura Maori dos indígenas, com tribos turísticas que apresentam espetáculos e tradições.  Rotorua é uma cidade termal, tem vulcões dentro da cidade e fumaça de enxofre saindo até pelos bueiros! Sério, velho: pelo bueiro. Parece coisa de filme… rsrs. Tem também um parque vulcânico dentro da cidade chamado Wai-o-Tapu – o maior Parque Geotermal da Nova Zelândia. Pessoal, é um show. Vale muito a pena conhecer.

Tongariro

Saindo de Rotorua fui em direção ao Lago Taupo – o maior lago da Nova Zelândia! Galera, quase não vemos a outra margem. O meu destino era Tongariro, mas fiz uma parada em Turangi para trabalhar e responder alguns e-mails.  O hostel que eu fiquei é uma bagunça (mas muito legal) e tem um dono bem maluco: foi divertido. :)

Eu queria muito conhecer o Parque Nacional de Tongariro e fazer uma travessia de 20 km de trekking. Os próprios hotéis da cidade já organizam a travessia e nos leva de ônibus na porta do parque e te resgata na outra portaria. Boa parte do parque é vulcânica: e é a atração principal da ilha norte, doido demais!!! Conheci uma alemã e um suíço e subimos juntos. Terminada a travessia, a gente terminou o dia num pub perto do hostel vendo o por do sol e tomando uma cerveja!

Kaikoura

Segui viagem para Kaikoura que é uma cidade que eu tinha muita vontade de conhecer. Gente, o lugar é bonito demais, tem um mar azul inacreditável. A cidade tem um estrutura completa para bike! Lá eu conheci o maior figura da viagem e que virou meu amigo. O suíço Robin, que mais tarde já veio no Brasil, já visitou a Serra do Cipó, a Lapinha… A gente se conheceu no quarto do hostel… tomamos umas cervas na hot tube do hostel com umas japonesas e falei com ele que estava seguindo viagem e se ele não queria seguir comigo, ele animou!

O trajeto que fizemos passava por dentro de algumas florestas, parques, com estrutura e sinalização impecáveis para caminhadas curtas e longas totalmente auto guiadas, sem contar o visual que é de cair pra trás.

Alguns dias viajando passamos pelo Lago Tekapo (um dos lagos mais azuis da Nova Zelândia) para chegar em Monte Cook, onde tem o maior pico do país. Eu tinha que chegar em Kingston para concluir a entrega do carro e visitar as escolas que a gente trabalha. Mas meu amigo Robin decidiu ficar mais… realmente o lugar é muito bonito e tem que ficar mais mesmo… muitas caminhadas, muita natureza show de bola, mas eu não podia. Segui com o coração partido.

Queenstown

Eu tinha o sonho de conhecer Queenstown, Disneylândia do ecoturismo e moutain bike mundial.  Galera, realmente é de impressionar. Esse foi o lugar que mais me encantou em paisagens naturais e que tem uma energia maravilhosa. Quem curte bicicleta lá é o paraíso: inúmeras trilhas e teleféricos para subir de bike. Como sou apaixonado pela magrela, fiquei uns sete dias para aproveitar mais. Lá eu fiquei hospedado no hostel Black Sheep, indicado por um de nossos parceiros: um hostel muito bom, bem localizado, a dez minutos de caminhada do centro. Fiquei num quarto compartilhado com seis pessoas.

Conheci uma instituição chamada Queentown Destination e o Aaron Halstead, responsável pelo Marketing, ele fez um ótimo trabalho em me apresentar para os agentes locais e oferecer cortesia dos serviços, em dois dias o Heron organizou vários tours para mim. Fiz vários esportes de aventura graças a ele, pedi uma reunião com os agentes de ecoturismo no final para agradecer e dar o meu ‘’feed back’’ sobre os roteiros que fiz.

Ao final ainda fiz escalada com amigos de BH que encontrei em Queenstown e fiz 2 noites de acapamento selvagem com 2 francesas e um inglês que conheci no hostel e que depois ficaram amigos para sempre.

Foram 2.367kms em 15 dias cruzando de norte a sul as duas ilhas desse país que bateu todos os recordes pra mim. Paisagens, rios, lagos, cachoeiras, praias, animais, montanhas, planícies, sol, neve, enfim, uma natureza intocável e com cidades limpas, organizadas e conscientes. Um lugar completo e especial no mundo onde podemos observar como o homem influência na natureza, o perfeito equilíbrio entre o homem e a exploração da terra. Obrigado a todos parceiros de trabalho que me ajudaram, amigos que a vida nos conectou por essas estradas e a troca de amizade, conhecimento, cultura, diversão e aventura que não existe preço que pague e ninguém nos tira nunca mais nessa vida.

Foram quinze dias inesquecíveis na Nova Zelândia, um lugar que você com certeza vai encontrar histórias fantásticas para viver e compartilhar. Um país de paisagens deslumbrantes e povo receptivo. Um lugar onde todo dia tem algo novo esperando por você.

Bora! #vemcomageraes

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on mai 02, 2017

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